3#. Para ler mais e melhor: Um encontro emocionante com a leitura! VELOCIDADE


2. VELOCIDADE

Você pode pensar: "Não me preocupo com a velocidade de minha leitura. Leio no meu ritmo, sem pressa." Ok. Se você estiver bem no seu ritmo, para que correr? Mas, pense nas pessoas que além de ler por prazer precisam estudar e trabalhar com muita informação... Como fazer para aumentar o ritmo da leitura, sem perder a qualidade do que está se lendo?


Os leitores vorazes que precisam cumprir suas metas, ou pessoas que trabalham com resenhas de muitos livros em seus blogs e sites precisam utilizar algumas ferramentas que os ajude a ler mais e melhor e a gente vai falar aqui sobre isso. Vamos lá?

1 - MANTENHA O FOCO NA VELOCIDADE


Faça um teste por alguns dias, focando na velocidade de sua leitura. Se precisar, utilize algumas das técnicas já vistas no tópico CONCENTRAÇÃO, providenciando um ambiente tranquilo e livre de distrações. Procure forçar o ritmo até um ponto que seja confortável para sua leitura. A prática vai aumentando progressivamente a velocidade.

2 - GUIE-SE


Procure guiar sua leitura com o dedo, uma caneta, régua ou folha de papel, deslizando linha por linha para não se perder.

3 - PROCURE NÃO VOLTAR


clique para ir para a página do autor

Tente não retornar muitas vezes para ler o que já foi lido.

4 - AMPLIE O SEU CAMPO DE VISÃO

Clique para ir para a página do autor

Coloque a sua leitura numa distância ideal para que você possa ver sem dificuldade toda a extensão do que está lendo, sem movimentar muito os olhos de um lado para o outro. Movimente os olhos de forma inteligente e produtiva, o menos possível.

5 - NÃO LEIA EM VOZ ALTA

Clique para ir para a página do autor

A leitura em voz alta, ou para si mesmo, reduz a velocidade da leitura em cerca de 250 palavras por minuto. Quando você fala, o que você pensou, ou compreendeu da leitura, já foi processado em seu cérebro.
Todas essas dicas têm o objetivo de reduzir o movimento dos olhos, um dos inimigos da leitura rápida. A razão é a mesma de quando evitamos ler em voz alta, pois o movimento dos olhos é mais lento do que a velocidade de processamento da compreensão das palavras no cérebro.



Agora, mãos à obra! Precisamos exercitar as dicas para poder aperfeiçoar o método até o ponto que ficar produtivo e confortável para uma leitura de qualidade e com o ritmo desejado. Boa sorte a todos!


Grande abraço,

Drica.


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#8. Resenha - Passarinha e O sol é para todos





Os livros Passarinha - Kathryn Erskine e O sol é para todos - Harper Lee, foram dois grandes achados na minha vida de leitora. Primeiro, porque são livros narrados sob a ótica de duas crianças sobre assuntos muito difíceis e densos, mas com a leveza do olhar infantil, sem, contudo, retirar das histórias, o peso e a complexidade de cada uma delas.

Eu iria começar a ler Passarinha, que estava na minha meta pessoal, mas ao começar a ler o livro, percebi algumas referências ao filme O Sol é para todos. À princípio, pensei que entenderia melhor o livro da meta, se lesse primeiro, ou paralelamente o outro. Eu me enganei, mas me surpreendi com duas histórias maravilhosas em sua essência.


Posso destacar dois pontos importantes das duas narrativas: A vontade de acertar, ou de andar de braços dado com a coerência dos atos aos olhos do mundo atual; muita coisa pode soar como atitudes de otários, de gente que quer mudar o que não pode mais ser mudado por causa da falência da moral e de fazer as coisas da forma certa, aquele velho e conhecido “Jeitinho Brasileiro”, que sempre encontra uma brecha para subverter a ordem natural das coisas. Isso ficou bem claro no romance de Harper Lee, quando Atticus Fincher, o pai de Scout e Jem, procura educá-los de forma verdadeira e para que sejam pessoas justas quando crescerem, mesmo que isso queira dizer que ele vai ter que ir de encontro a muitos interesses.

No romance Passarinha, Caitlin, apresenta um distúrbio chamado Síndrome de Asperger e tem que enfrentar as limitações do distúrbio e, em contrapartida, apresenta uma inteligência pessoal para a sua idade, muito aguçada para fazer as coisas dentro das regras. Ela tem que conviver com a falta do seu irmão, que morreu prematuramente e deixou o seu pai desolado. Ela trata o incidente como o dia em que “nossa vida desmoronou”. Mas, é ela, com todas essas limitações que vai nos fazer enxergar que existem saídas possíveis para todos os problemas que temos que enfrentar no nosso dia-a-dia. Caitlin, ao longo da história, vai demonstrando ao seu pai que é preciso encontrar um “Desfecho” que os faça seguir com suas vidas de uma forma positiva e isso dá todo o sentido à história. Pode reservar seus lencinhos, vão surgir muitas lágrimas no decorrer dessa história!



O segundo ponto é a luta para vencer os obstáculos que os que não têm interesse de mudar a história colocam para dificultar a vida de quem busca a vida com coerência e liberdade. A aceitação, ou inclusão de pessoas que possam mudar o mundo para melhor não apenas para si mesmo, mas para todos! Esse é o grande motivo dos livros, acredito eu; acolher aquele que é diferente, sem negligenciar nada de suas necessidades. Ver o posicionamento de crianças ou sua indagação a respeito do porquê tratamos assuntos relativamente iguais de formas diferentes, dependendo das pessoas envolvidas é um questionamento, no mínimo perturbador para a sociedade hipócrita que cria leis para beneficiar a alguns que se sentem mais privilegiados do que outros e joga os indivíduos que não fazem parte de suas “castas” no abandono e esquecimento.

Fico imaginando se alguns de nós também não temos
Síndrome de Asperger...

Caitlin, luta o livro todo pelo “Desfecho” que modificará a sua vida e de seu pai. É uma boa luta, cheia de altos e baixos, mas com um saldo positivo, dado a gravidade do que ocorreu com o seu irmão Devon. Eu amei o livro Passarinha e acredito que ele foi um livro que eu não poderia jamais deixar de ler!


Filme - O sol é para todos
Scout e seu pai Atticus Fincher
Scout (O sol é para todos), vê e narra toda a opressão que sofre o seu pai e a sua família por ele colocar-se a favor de uma minoria que é perseguida apenas pela cor de sua pele. Tenta entender o porquê de todos os fatos diante da “justiça branca” que usa sempre “dois pesos e duas medidas” para pesar e classificar as pessoas. O livro é magnífico e também não poderia deixar de lê-lo e de encerrar a leitura com uma certa saudade, pois é muito bom quando você encontra as verdades que alguns sempre tentam esconder expostas nas linhas de um grande clássico.

Eu procurei nessa resenha compartilhada (de dois livros), não colocar muita coisa que já não fosse conhecida para não dar “spoilers”, mas acho que disse tudo o que poderia sobre os livros resenhados, o resto, o próprio leitor deverá descobrir em sua leitura particular. Espero que gostem!

Um grande abraço,

Drica.

2#. Para ler mais e melhor: Um encontro emocionante com a leitura! CONCENTRAÇÃO


1. CONCENTRAÇÃO


Lembram da nossa conversa sobre o encontro emocionante com a leitura? Pois é, voltamos a falar sobre isso. Agora, vamos abordar umas das técnicas que pode contribuir para melhorar e tornar mais dinâmica o nosso encontro com os livros!
A foto não é minha, se desejar visitar o autor, clicar na foto.

Quem aí já teve problemas sérios para "engatar" uma leitura? Muito barulho? Muita paisagem? Redes sociais? Crianças barulhentas? Seus vizinhos não te dão trégua???

Tudo isso é muito chato! Até porque, para quem ama ler, nada pior do que perder o foco e ter que reiniciar algum parágrafo, ou mesmo retomar o capítulo inteiro para poder captar a essência do que foi lido!

Assim como disse Steve Jobs, concentrar-se significa dizer "Não" a uma porção de atividades e distrações que não nos possibilitam uma boa qualidade da leitura que sonhamos! Aqui estamos falando de livros, mas essa técnica não se refere apenas a esse aspecto da vida. Para tudo o que queremos fazer com qualidade a CONCENTRAÇÃO deve ser primordial!

Vocês já tentaram ler com o celular por perto? impossível, não acham? Se tem alguém aí que consegue se concentrar com a quantidade de notificações que recebemos por minuto, ou segundo das redes sociais, você é um forte e merece ser estudado! (rsrsrsrs)

Quando o problema é o barulho dos vizinhos, coisa muito mais complicada de resolver, principalmente quando o assunto é reforma (eita, lasqueira!), o jeito mesmo é procurar o local mais afastado da "muvuca", ou procurar uma boa biblioteca ou livraria para poder colocar em prática seu direito de leitor!
A foto não é minha, se desejar visitar o autor, clicar na foto.

Eu confesso que, muitas vezes, dependendo do dia, o barulho que está à minha volta não faz muita diferença. Eu consigo me desligar do mundo e mergulhar na história, mas quando o livro é complicado tudo fica mais difícil! Talvez, seja um exercício, como um "mantra" repetido várias vezes para se chegar a perfeição.

Então, para vocês que gostam de se deliciar com seus livros e se perder horas dentro das tramas de romances, thillers, suspenses, terror, ficção, o que quer que seja, ou mesmo para seus estudos diários, vale a pena desligar o bom e velho celular por um tempo determinado. No máximo, uma musiquinha de fundo que não atrapalhe o processo, tem gente que até dispensa, e leituras avante!!!

E vocês? Não querem compartilhar comigo como conseguem se concentrar em suas leituras? Podem deixar suas dicas!

Grande abraço,

Drica.

#7. Resenha - Quando o vento sumiu - Graciela Mayrink








Título: Quando o vento sumiu
Autora: Graciela Mayrink
Editora: L&PM Edições
Ano: 2015
Nº de Páginas: 264
Gênero: Romance
Classificação: 4/5

Renato, Susan e Mateus, uma amizade de longa data e que vai ter que passar por muitas provações durante o enredo do livro.
Eles se conhecem desde o colegial e formam uma parceira bonita e que parece vencer todas as barreiras, mas quando a possibilidade de um amor nasce dentro deste triângulo fraterno, somado a problemas do passado de um deles, a história adquire um novo rumo.


Como se manterem firmes com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo?

Esse é o ambiente de Quando o vento sumiu, tão bem construído e amarrado pela jovem escritora Graciela Mayrink. Uma história ficcional, que poderia se parecer com a minha história, com a sua, com a de qualquer jovem. Fala de amizade, companheirismo, festinhas, traumas e um acontecimento que vai precipitar tudo e se encaminhar para um abismo de dúvidas. De novidade, temos a possibilidade de dois finais, o leitor escolhe qual desejaria seguir. Eu fico com o mais real, mas você, que sonha pode escolher o outro; os dois são possíveis.

O livro começa pelo penúltimo capítulo e por isso, é preciso ler e descobrir o que aconteceu na história desses três amigos para que a primeira cena fosse a que você lê nas primeiras linhas.



Um romance que eu devorei rapidamente e que nem senti o tempo passar. No decorrer da trama, vamos descobrir porque a autora escolheu esse título tão instigante. Você já se perguntou o porquê?

Coloquei dentro do post, algumas figuras (retiradas da internet que não são minhas. É só clicar que você irá para a página do autor) que vão estar presentes na história. Quem acompanhar a leitura vai entender o porquê!

Eu amei esse livro e indico a quem gosta de ler um bom romance que te mostra um dia-a-dia possível, cheio de reviravoltas e que acontece com tanta gente, mas não dessa forma tão intensa! Boa leitura, gente! É lindo e vou confessar que segurei o choro no final!

Abraços,

Drica.



1#. Para ler mais e melhor: Um encontro emocionante com a leitura!


Para ler mais e melhor é preciso lançar mão de algumas regrinhas básicas para não perder minutos preciosos da vida e unir prática e prazer num “combo” perfeito que vai rechear o dia do leitor daquilo que ele mais gosta, que é a própria leitura, com a disciplina de um bom esportista, afinal de contas, para que o leitor pratique o seu esporte preferido é preciso fixar metas e descobrir como ele quer aproveitar seu exercício da melhor forma, sem que, necessariamente ele vire um “ET” para as pessoas que convivem com ele.



Eu já estou nessa estrada há um bom tempo e posso dizer que desde criança sempre cultivei o bom hábito da leitura. Meu pai estudou em colégio religioso e chegou a passar uns anos no seminário. Naquela época, as famílias faziam gosto que pelo menos um dos filhos fosse padre, ou médico, ou advogado. Meu pai foi escolhido para ser o padre (rsrsrs), mas não vingou. Em contrapartida, no período em que esteve estudando, acumulou uma vasta estante de livros, dos mais variados gêneros e quando se casou, incorporou esses exemplares maravilhosos na estante de nossa casa.

Eu herdei o hábito de me enfiar nos livros desde cedo. Lembro de uma enciclopédia “antigona”, chamada Medicina e Saúde, capa dura, uma edição de luxo, tinha sobre tudo ali, qualquer tipo de doença, seus sintomas, tratamento, anatomia de animais e humana, coisas superinteressantes para mim, que folheava avidamente tudo o que caía nas minhas pequenas mãos.



Juntamente com essa Enciclopédia de Medicina e Saúde tinha também, a Enciclopédia Conhecer. Livros com encadernação capa dura vermelhos, de luxo, muito pesados e também muito lidos e relidos por mim. Aquilo era um parque de diversões para minha infância sem internet e com televisão regrada, e bons tempos aqueles! Hoje, temos tantas facilidades num clique, mas parece que estamos mais perdidos do que realmente estávamos na época em que eu era criança.

Enfim, além desses dois “dinossauros” das minhas lembranças literárias, eu lembro de duas coleções em especial: dos livros de Jorge Amado, coleção que eu li quase toda e também dos livros da coleção de José Mauro de Vasconcelos, escritor do livro O meu pé de laranja Lima, um dos meus favoritos e que ganhou até uma novela e depois um filme, mais recentemente.

Não era difícil em época de nenhum acesso a smartphones, ipad, computadores, internet, encontrar crianças com seus gibis, lendo nos terraços, nas calçadas e até em conjunto. Não foi diferente para mim. Tínhamos o hábito dos clubinhos de leitura e eram locais onde, mais do que ler, nos conhecíamos, estreitávamos os  laços de amizade e nos divertíamos a valer!

O segredo era um só: o tempo que a gente tinha para gastar e o volume de atividades que não tínhamos, além dos afazeres com a escola e outras atividades no lar. Hoje, isso mudou bastante, acho que já tem gente hoje que pula da barriga da mãe e tem uma agenda cheia de compromissos infundados (credo!!!).
Então, para entrar propriamente na conversa de como ler mais e melhor, é preciso pensar numa regra básica: o “foco”.
Não é possível ter qualidade de leitura se a sua cabeça está pensando em mil coisas ao mesmo tempo e seu cérebro tem que ficar alternando o livro com mais quinhentas atividades. Tem gente que abre o livro e daqui a pouco quando o celular recebe uma notificação, fica parando a leitura para ver suas redes sociais e responder trezentas mensagens no seu whatsapp. Quando você volta ao livro, já nem lembra mais o que estava lendo.
É preciso focar na leitura. Não precisa ler o dia inteiro, mas estabelecer um horário mais favorável e um local tranquilo, com pouco barulho (aonde, meu Deus!!! rsrsrsrs) e confortável (mas, nem tanto para que não se durma de tão sossegado!), para poder ler melhor. De preferência, desligue por esse tempo determinado, o seu celular, ou, se preferir coloque-o no silencioso e longe do seu alcance. Pronto, já criamos o ambiente favorável para alcançar uma das etapas da leitura.
Eu já falei para algumas pessoas aqui, que o meu local favorito para a leitura na minha juventude, em cidade pequena de interior, era a laje da casa aonde até hoje moram os meus pais. Depois do almoço, após organizar a louça e deixar a cozinha arrumada, passava a mão nos meus livros e subia na laje, através de um cajueiro, que até bem pouco tempo atrás, ainda existia. O Zezé do José Mauro de Vasconcelos tinha um pé de laranja lima, porque eu não poderia ter meu próprio cajueiro??? (rsrsrsrs)
Li muita coisa boa naquelas tardes, perdia até a noção do tempo, quando dava por mim, minha mãe estava me chamando para fazer alguma coisa, deixar alguma encomenda na casa de uma tia, ou levar e trazer recado na casa de um parente próximo. Eu me perdia nos livros porque havia um tempo reservado apenas para isso, sem interrupções.
Hoje, está um pouco complicado viver sem interrupções, mas dentro de casa, ou numa biblioteca é possível reservar algumas horas e esquecer a vida lá fora para poder viver a vida nas páginas dos livros que queremos conhecer. Quem nunca fez essa viagem, pode se surpreender, quando conseguir fazer “a conexão” e acordar do lado de dentro do livro, vivendo aquelas aventuras, chorando aquelas dores, sorrindo aqueles sorrisos que não são os seus, mas que parecem ser, porque você conseguiu se conectar com a história. É o foco.
Quem está acostumado a fazer a viagem nas páginas e nas palavras, pode também melhorar sua qualidade de leitura, praticando pequenos exercícios de forma contínua em 4 áreas importantes que devemos ter em mente. Uma delas, já foi mencionada quando falamos sobre “foco” que é a CONCENTRAÇÃO. No próximo post, vamos falar mais sobre essa área e, na sequência, estaremos abordando as outras três: VELOCIDADECOMPREENSÃO E MEMORIZAÇÃO.

Até lá, aguardo vocês!

Drica.
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